31/01/2010
Vinhos geléia já eram?
Autor: Bacco
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Anos de lavagem cerebral, ditadura da pontuação, imposição de vinhos impenetráveis quase pastosos, álcool mais apropriado para vinhos fortificados, madeira em excesso disfarçando defeitos, estão, até que enfim, com os dias contados.
Os papas da mídia, que impuseram durante décadas suas estranhas preferências etílicas, estão deixado órfãos os cegos seguidores da doutrina Parker/Spectator.
Os que descobriraram o vinho , nestas últimas décadas no Brasil, não podem ser culpados por não ter desenvolvido gostos e opiniões próprias: o mercado sempre atento aos modismos forneceu produtos e informações que sempre espelharam a ditadura americana: “The american way of wine” (será que é assim...)
Os nossos críticos, que possuem pouca ou nenhuma informação, se auto-inventaram críticos e apenas repetiram , como se estivessem lendo uma bula de remédio, exatamente as recomendações da matriz americana e se tornaram: “Parker Boys”
Vocês se recordam do antigo logotipo da RCA?
Aquele cãozinho ouvindo a voz do dono num megafone?
Os nossos críticos são exatamente assim: sem formação, opiniões próprias, conhecimentos, independência e, especialmente, caráter.
Não todos, lógico, apenas 96,34%.
Há anos venho sendo uma das poucas vozes , de um restrito grupo , que nunca aceitou esta verdadeira ditadura do vinho e que se rebelou à mesmice do sabor.
Algo esta mudando , finalmente.
Mas antes que o bom senso triunfe e se retome caminho de volta visando a diversidade, preservação dos territórios e de vinhos que exprimam justamente estes territórios, há um caminho longo a percorrer.
Gostaria que meus leitores tomassem nota desta matéria e exatamente quando foi inserida no site.
Por quê?
Aposto que, já em 2010, os nossos Parker Boys mudarão totalmente de opinião.
Os brancos ganharão mais espaço, os tintos serão mais leves e fáceis de beber, os vinhos “marmelada” perderão lentamente seus seguidores e , finalmente , se poderá beber vinhos menos parecidos com geléia de uva.
Não pensem, porém, que o caminho de volta será fácil.
A grande maioria dos produtores já captou o ar destas mudanças, mas que fazer com toda a estrutura produtiva a marqueteira voltada aos vinhos geléia?
A marqueteira é, por incrível que pareça, a mais fácil de resolver.
Basta alugar uma dúzia de canetas sempre prontas a se entregar , balançando suas bolsinhas sempre sedentas, uma dúzia de revistas influentes e loucas para vender suas páginas e.... voilá!
Em menos de dois anos o mercado de enófilos-ovelhas estará se dirigindo para o curral da nova moda e maldizendo a antiga.
Aqui no Brasil ao primeiro grito do Rolando Lero, Wine Cascateitor, Robert Bic e outros menos votados, mas com anglicanismo no nome, todos os críticos de meia tigela, que nunca entenderam patavina de vinho, aderirão automaticamente às novas tendências como se eles as tivessem preconizado.
A produção, para se readaptar, poderá deixar mais cachos nas videiras, jogar os estoques de barriques e chips no lixo, esquecer o concentrador e, se tiver bala na agulha, comprar um moderno sistema de membrana e praticar a osmose inversa retirando açúcar do mosto.
Voilá!
Mais uma vez vamos produzir o que a moda pede.
Tomara...
Eu que assisti às insanidades que foram, por exemplo, praticadas contra o Dolcetto que alguns , gananciosos e espetinhos de sempre , quiseram transformar em um vinho importante elevando a gradação para loucos 16º ,quando bebo um Dolcetto Renato Ratti 2008 , com 12º, percebo o quanto estes comerciantes de vinho-moda foram imbecis.
O Dolcetto é um vinho importante com 12-13º, mas com 16º é uma piada de mau gosto e foi com esta piada que este vinho hoje encontra visíveis dificuldades de venda.
Não vou falar em Chianti, Cabernello de Montalcino, todos os “Aia” da Toscana, do Amarone de 17º e do mar de serragem que invadiu todos os paladares do planeta pois ,se assim fizesse , terminaria esta matéria somente em abril.
Mais uma vez devo reverenciar os viticultores da Borgonha, mestres do bom senso, que mandaram os cascateiros americanos às favas e continuaram vinificando do mesmo jeitinho seus vinhos –brancos e tintos- esperando que o mundo retornasse à eno-sanidade.
Não conseguiram ensinar o mundo a usar a madeira, mas, pelo menos, o convenceu que e necessário procurar novos caminhos e que imitá-los (bem), não é fácil.
Aqui em B&B estamos tranqüilos.
Em minha adega, por exemplo, só entra vinho-vinho.
Vinho geléia?
Nunca!
Bacco
PS Caso receba comentários pedindo quais bons vinhos e onde bebê-los, na Itália, poderei, na próxima semana, escrever matéria sobre o assunto
COMENTÁRIOS
31/01/2010 - 12:06 -
jonathan nossiter
por: xx
Não sei como o diretor de MondoVino, Jonathan Nossiter, ainda não descobriu vocês... Ela vai ficar fã...
Dicas para beber bons vinhos na Itália é fácil... Vcs poderiam dar boas dicas de vinhos italianos que podem sem encontrados aqui no Brasil... A Mistral e a Cellar tem boas seleções...
31/01/2010 - 12:35 -
Onde?
por: Mario
Bacco,
Não precisa esperar comentários nesse sentido. Desde já, essa matéria é ansiosament esperada.
31/01/2010 - 13:17 -
Bomba de fruta, suco de pimentão verde e midia especializada
por: Bolchoi
Nos últimos anos assistimos a ditadura da doutrina Parker: vinhos bombados, alcólicos, aromas exuberantes mas sem tipicidade alguma: bebeu um, bebeu todos. É como a mulher melância: toda exuberante, mas sem finesse. Os vinhos chilenos por exemplo, são lineares: ou são aromas de pimentão verde ou são mentol puro e eucalipto puro. E claro, conquistam os tão cobiçados pontos de Parker & Wine SPECULATOR.
Agora parece haver a retomado dos clássicos: vinhos gastronômicos( e não essas geleias comestiveis que chama de vinho), álcool no ponto certo e bem integrado(vinho de 16º C já não é um fortificado ??).
31/01/2010 - 15:22 -
Para todos
por: Bacco
Bolchoi , em um evento , há alguns anos , bebi um Dolcetto de Dogliani com extravagantes 16º: os Vermouth andam pelos 17º
Mario , fiz m.....
recebi seu comentário da Expand quando ia aprová-lo digitei errado e deletei .Sorry
Esta semana vou iniciar as matérias dos locas e dos vinhos.Aguarde
XX , não sei se seria um encontro profícuo
As dicas ,no Brasil , seriam ,em 90% casos contra o que escrevi: as importadoras ou trazem premiados caros ou vinhos de m.....
31/01/2010 - 17:34 -
Expand
por: Mario
Bacco,
O meu comentário da Expand apareceu normalmente no artigo sobre o Barbaresco, da Batasiolo, de 20/01. Acho que você não o deletou.
31/01/2010 - 19:16 -
Chester
por: Fernando
Esses vinhos da moda, superfrutados, gordos, enjoativos, tão amadeirados que nem o próprio Pica-Pau aguentaria, sempre me lembraram o chester da Perdigão...uma anomalia desengonçada que foi criada para ter mais peito e mais coxa, que é o que o mercado queria...
31/01/2010 - 20:48 -
vale o preço?
por: Mario
Bacco,
Na 6a feira, 29/01, fui jantar no Pomodorino, restaurante italiano no Rio de Janeiro, na Lagoa Rodrigo de Freitas.
Paguei R$ 84,00 pelo Nebbiolo Langhe, de Elio Grasso.
Você acha que esse preço, com impostos e lucro do restaurante, está justo? Eu achei que estava justíssimo, mas gostaria de saber a sua opinião, já que não sei o valor desse vinho na Itália.
31/01/2010 - 21:19 -
ainda vai perdurar
por: luiz otavio peçanha
Infelizmente não compartilho de todo este otimismo; que a moda dos vinhos geleias e alcoólicos vai devagar passar, nisto eu concordo, e já se ve a busca para vinhos mais elegantes e diversificado entre o pessoal com mais estrada vinica, mas entre os consumidores mais novos ( estou falando do Brasil )o gosto primário, do meio docinho e perfil arredondado dos vinhos de uvas super maduras e super extraidos ( os tais geleias ) ainda vão perdurar mais um pouco, e no meu modo de ver, não é de todo mau, se com isto fizer com que o pessoal do lambrusco vagabundo,devagar passe a gostar de outros tipos de vinho.
Outro detalhe que tenho observado, a maioria dos consumidores não conseguem gostar dos vinhos mais envelhecidos,e não raras vezes acham que o vinho está estragado.
Mas pelo que vejo, o vinho já se tornou um modismo e marketing, aonde a cada estação tenha que se (re-)inventar para captar os consumidores loucos por novidades.
Vinho é diversidade, e tem gosto e hora para tudo, e que tem bons exemplares em todo os paises produtores e de tudo que é estilo; que cada um encontre o seu e que aproveite o máximo, não sendo mais uma vaquinha no meio do estouro da manada.
Sds,
Luiz Otávio
31/01/2010 - 22:36 -
Jonathan Nossiter e Melância (sic)
por: Corretor ortográfico
Jonathan é ele e melancia não leva acento.
01/02/2010 - 11:24 -
COMPARTILHANDO
por: Ado
Concordo com o Peçanha. Eu iniciei minha caminhada no mundo do vinho bebendo exatamente esses vinhos geléia que eram mais comuns nos restaurantes, bem como espumantes demi-sec. Com o passar do tempo e tendo acesso a vinhos "vinho" meu gosto foi se modificando e como sou naturalmente conservador e tradicionalista(por isso provavelmente gosto muito de BaccoeBocca) procuro fugir desses vinhos, bem como das notas e mídias especializadas. Pena que sejam tão escassas as matérias sobre pequenos produtores e regiões que seguem a tradição de suas localidades e tem o DNA do lugar nos seus vinhos. Imagino que no velho mundo, onde o bom vinho faz parte do dia a dia das pessoas, elas desenvolvam o paladar com bons vinhos e não necessitam aprender à respeito, pois é algo natural. Diferente dos brasileiros que ainda estão no jardim de infância em termos de vinhos. Mas o fato de que as coisas estão mudando, ou melhor, retornando ao que deveria ser, é uma ótima notícia.
A parte que mais gosto do site é exatamente a que se refere aos vinhos, restaurantes, cidades e produtores apresentados. Portanto, aguardo ansiosamente a próxima matéria.
01/02/2010 - 11:43 -
Bacco,
por: bebedor
O que te faz crer que esta moda de vinhos bombados está passando?
01/02/2010 - 13:01 -
BORGONHA
por: Roberto Manobrista
Agora confirmei e entendi o porquê desta ser a minha região vinícola predileta. Pena que estes vinhos, em sua maioria, custem, no Brasil, muito acima do que seria razoável. B&B não poderia nos ajudar a garimpar rótulos da Borgonha a preços menos proibitivos?
01/02/2010 - 13:24 -
Madame Min...
por: zurrapaman
Acho que não tem muito a ver com o assunto em pauta, mas vocês viram que agora o Marco Danielle está sendo representado em São Paulo por uma tal de "Madame do Vinho"? Vixe...isso me faz lembrar o "homem do vinho"....kkkkkkk. Este mundo está mesmo perdido na mão dos marketeiros e seus personagens de conto de fadas......
01/02/2010 - 13:59 -
Zurrapaman
por: Bacco
...por favor me fala mais sobre este assunto . Estou interessado
Obrigado
02/02/2010 - 00:08 -
roberto manobrista
por: treviso9
Caro Roberto, no artigo "La ciau del tornavento II", do último mês de janeiro, fiz um comentário sobre vinhos franceses em uma adega de Cidade de Leste no Paraguai.
Veja lá.
Abraços.
02/02/2010 - 09:25 -
Madame Min II
por: zurrapaman
Bacco, está no site do próprio cidadão, cujo endereço da página é http://www.rcelo.com.br/interna_descricao.asp?id=179.
Um dos meus graves defeitos é ser xereta e estar sempre a espionar o que os outros estão fazendo....hehehehe.
Aliás, você sabia que o nome dele não é Marco Danielle, e sim Maurício Heller Deni? Para alguém que se pretende produtor de "vinhos autênticos" e "de autor", é um mal sinal. Se nem o nome do autor é autêntico, imagina o resto....
02/02/2010 - 12:58 -
Agora! Desculpem-em os puristas,
por: Jorge
um Malbec tipo Enrique Foster Edição Limitada 2003, com muitas frutas vermelhas e negras em compota é algo de beber de joelhos!!!
Se encontrarem comprem de caixa!!!
02/02/2010 - 14:17 -
Bebedor
por: Bacco
Como disse , há uma tendência muito perceptível que a gradação está caindo.
Estou bebendo vinhos , na Europa, que antes apresentavam hiperbólicos 14/15/16º ,com 12/13º .
Espere e verá
02/02/2010 - 14:19 -
Mario
por: Bacco
O langhe do Grasso está de graça.....
Manda ver!
02/02/2010 - 16:00 -
Layout
por: Emerson
Opa, layout novo da página....parabéns, ficou bem legal....abração a todos....
02/02/2010 - 18:53 -
TREVISO9
por: Roberto Manobrista
Conheço a loja Monalisa, mas não conhecia a adega. Fico muito grato pela informação. Abraços.
02/02/2010 - 19:27 -
Emerson
por: Dionisío
Gentil como sempre.
Emerson aguarde.
Nesta semana , após alguns ajustes, obrigaremos o Bocca a realizar a primeira receita filmada
03/02/2010 - 00:10 -
layout
por: treviso9
ficou ótimo o leyout.
Roberto Manobrista, no site da loja dá prá ver um pouco da adega. Realmente é ótima. A melhor que já vi.
Abraços a todos os amigos do site.
03/02/2010 - 10:41 -
Dionisio
por: Emerson
Receita filmada!!!!!....que ótimo, postadas escritas já davam água na boca, imagina agora filmadas.....abração...
03/02/2010 - 15:18 -
TREVISO9
por: Roberto Manobrista
Em retribuição a sua gentileza, transcrevo matéria sobre a Borgonha, a mim encaminhada pelo blog do Renato Machado, seu autor. Achei interessante e quis compartilhá-la com você e demais frequentadores do fórum.
"O que é importante nas viagens, do ponto de vista das pessoas que as fazem raramente, é o traço histórico. Não o turismo em si. Tudo bem que é legal a gente dizer que esteve em tais e tais ruínas, visitou a Grécia e as pirâmides, o estranho desenho do Davi de Michelangelo. Mas as viagens contam histórias de gente que não diz as tradições nem as contradições. O vinho é isso. Basicamente. Nas muralhas de Beaune, na Borgonha, estão escritas dezenas de histórias, más e boas, esforços e vilezas, todos secretos. O vinho da Borgonha é hoje uma alternativa ao vinho de Bordeaux. Charmoso, internacional, bacana.
Os moradores da Borgonha, vistos assim de fora, podem estar perdidos no tempo, ou classificados por nós, estrangeiros, como saudosistas ou legitimistas inaceitáveis. Mas o fato é que, silenciosamente, eles estão travando uma batalha. Querem que o mundo reconheça que aquela estreita faixa de terra, na verdade uma terra de pouco mais de 40 km por menos de 10 km de largura, é patrimônio cultural de humanidade. Por quê? Porque eles acham que fazer um vinho de acordo com os ditames da natureza assim deve ser reconhecido. Como um bem cultural.
A Borgonha tem mais de mil anos, os monges lá se estabeleceram para fazer vinhos (entre outras coisas) porque o Senhor assim lhes ordenava. Há séculos, a agricultura dos homens faz coisas boas e más, civilizações se sucedem no ofício de alimentar e reunir as pessoas em torno da mesa. É exatamente por isso que os produtores de vinho da Borgonha querem o reconhecimento. Duraram mais. E podem hoje vender seus produtos a um preço pesado no mercado internacional, alguma coisa que para os comuns dos mortais pode parecer ofensivo.
Houve lá atrás, nos anos 90, uma briga feia entre os produtores da Borgonha e o mercado de leilões. Alguém nos Estados Unidos - Robert Parker é seu nome - disse que um produtor oferecia, nas provas de degustação em Londres, amostras que não dava a provar a quem o visitava, sobretudo os jornalistas de vinhos. Sucedeu-se uma briga legal, que acabou por condenar o crítico americano a uma multa de um milhão de dólares. Parker quis um acordo, mas os produtores disseram não. Que ele pagasse apenas um dólar e nunca mais lá aparecesse. Foi o produtor Faiveley quem se opôs ao crítico americano. Foi o produtor e advogado Hubert de Montille, personagem do filme Mondovino, de Jonathan Nossiter, quem o defendeu e ganhou a causa.
São alinhados com a vertente local, meio chauvinista, mas que faz vinhos cada vez melhores, os domaines (propriedades) Guy Roulot, Comtes Lafon, Drouhin, Roumier, Lafarge, Dujac, de Montille, Marquis d'Angerville, Ramonet, Leflaive e sobretudo o Domaine de la Romanée Conti, exemplo impecável, austero e ao mesmo tempo caríssimo. Pode ser considerado o melhor vinho do mundo."
Abraços.
05/02/2010 - 13:25 -
Adega...
por: Emerson
Comprei uma adega climatizada, com esse calor não tem como não ter....mas a minha dúvida é a seguinte, guardo todos tipos de vinhos que possuo, tintos, roses, brancos, espumantes..., claro que não são muitos, aí minha pergunta, qual a temperatura ideal para a conservação, já que a temperatura de consumo ajusto com um balde de gelo conforme o momento?
05/02/2010 - 23:35 -
Adega
por: Mario
Emerson,
A temperatura sugerida é entre 11ºC e 13-14ºC, caso a sua adega não tenha temperatura diferenciada para brancos e tintos. Esses níveis de temperatura protegem tanto os brancos quanto os tintos, até mesmo os espumantes, que deverão ser resfriados antes de servir.
Acho, contudo, que só deverão ser guardados em adega os vinhos de guarda(espumantes, brancos, rosés, tintos e de sobremesa). Os do dia-a-dia aguentam até cerca de 1 ano na temperatura ambiente, mesmo nesse nosso calor tropical.
Se a sua adega for grande, todos, mesmo os de consumo imediato, poderão ser guardados nela.
05/02/2010 - 23:40 -
complemento
por: Mario
Emerson, complementando a resposta, mesmo sendo a adega pequena, sugiro que você anote todos os vinhos (computador, manualmente, etc) e o provável período em deverão ser bebidos para que você não se perca e acabe perdendo o momento ótimo de abrir a garrafa.
06/02/2010 - 04:29 -
Degustação de vinhos italianos: algumas DOCGs
por: Roberto Manobrista
B&B, Recebi o convite que segue adiante. Antes de decidir por aderir ou não ao evento, desejaria ouvir a opinião de B&B e de mais um ou outro frequentador do fórum. Será que valerá a pena? Segue o texto do convite: "Degustação VINHOS ITALIANOS: ALGUMAS DOCGs Denominazioni di Origine Controllata e Garantita (DOCG) é a categoria máxima na legislação italiana. Dentre as inúmeras DOCGs atuais, algumas são pouco conhecidas e dificilmente degustadas. Nesta apresentação conheceremos um pouco mais sobre elas, emblematizadas por produtores de alto nível. Não percam! - Planeta Cerasuolo di Vittoria 2007 - Roberto Anselmi I Capitelli 2003 - Poliziano Vino Nobile di Montepulciano 2005 - Ambra Carmignano S. Cristina 2005 - Nicodemi Montepulciano d´Abruzzo Colline Teramane Notari 2006 Data: 10/02/2010 Horário: 20h00 Local: ABS-SP Endereço: Av. Brigadeiro Faria Lima, 1800 8º andar Custo R$ 80,00 (Sócios) R$ 160,00 (Não Sócios)" Grato, Roberto Manobrist
06/02/2010 - 23:37 -
Degustação
por: luiz otávio peçanha
Caro Roberto,
Vou deixar a minha opinião.
No meu modo de ver ( e puxando a sardinha para o meu lado, porque tambem faço ) qualquer degustação é boa ( desde que 5 não tenha de pagar, para 15 beber ); principalmente pela oportunidade de se provar varios vinhos e compartilhar impressões em loco, com outros participantes.
Nesta degustação especifica, é bom lembrar que ser DOCG, é sinonimo de regras de elaboração, mas não de qualidade intriseca dos vinhos.
Poderá ver a diferença entre um Cerasuolo ( clarete, pouca maceração ) e um DOCG Cerasuolo di Vittoria ( Frapatto e Nero d'Avola ); um Montepulciano ( região/ uva-sangiovese ) e um Montepulciano ( uva/região-Abruzzo ), um Carmignano com cabernet sauvignon junto com sangiovese ( que agora os próprios Chianti tem ).
Não espere muito dos vinhos, mas sim de ótimo aprendizado.
abs,
luiz Otávio
08/02/2010 - 09:18 -
LUIZ OTÁVIO
por: Roberto Manobrista
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